QUARENTENA

Ruas vazias, o inimigo a espreita, somos seres fragilizados diante de inimigo invisível e letal. A seguir leiam poema quarentena… ( Na foto centro de Belo Horizonte Minas Gerais…

20200320121800430113e BELO HORIZONTE

Engolfa-nos na ausência

Dou-me conta que, os sinos

Das catedrais pararam,

De bater…

Na cidade emudece a via lacta

Dos salmos…

Alarma-te o enigma de uma doença

Além-mar…

Olho pela janela,

Lá fora revoada de andorinhas,

O silêncio é assustador,

Ruas vazias…

Praças sem ninguém,

Relâmpagos rasgam a noite feito,

Navalha afiada…

Batuca a chuva no asfalto

A paz preciso encontrar aqui dentro de mim,

Paciência…

Os dias estão borrados

Escondendo dentro de si

O fantasma de uma cidade.

Das varandas cantam coros

Para aliviar…

Talvez seja uma lição,

Das verdades mais profundas

E dos prazeres mais simples,

Ficar parado para salvar

Vidas….

Talvez isto permita-nos

Descansar, amar, respirar,

No silêncio, escrever cartas

Pedir desculpas…

Em nossos olhos refletem,

O medo…

Mas quando, tudo isto passar;

Quero em algum lugar,

Aqui está…

Orlando Nogueira (O Poeta Carvoeiro)

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