CASINHA ABANDONADA

 Esta casa fica na minha rua, nela marcas do passado de anos distantes,

Neste poema deixo minha singela homenagem a dona Maria madalena, ” A popular Maria do Galego” (imemorian),  a seguir leiam o poema casinha abandonada…

CASA ABADONADA O1

Paredes em ruínas,

Portas trancadas, janelas molhadas

Em frieza…

Na cumeeira, ainda canta os bem-te-vis

As aranhas tecem as suas teias,

 O ipê rosa no seu fugaz aflorar

No ápice de uma paisagem

Pura…

No frio da rua deserta,

Casinha trancada,

Sem vozes…

Tristonha abandonada

Lágrimas chorada…

Casinha abandonada,

Que abrigou felicidades,

Silêncios segredos,

Medos…

Alicerce forte e seguro,

Cicatrizes em suas paredes

Há muita não habitada,

 Desprezada…

Dentro de ti memória

Retratos, rabiscos de pintura

Da alma…

Os anos efeitos da vida,

Fonte perdida e não

Reconstruída…

Esquecida, numa casa de esquina

Abandonada…

Orlando Nogueira(O Poeta Carvoeiro)

Betim, 17 de junho de 2020

 

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