MARIANA: CIDADE – MULHER

Pinta-se o céu em aquarelas

Surge Mariana, tão simples, 

Tão bela… 

A luz do dia aos raios de sol que irradia, 

A cor natural verde das montanhas, 

Com tamanha magnitude… 

Do para – peito da janela, ouço o soar, dos sinos da capela, 

Blim – blém … 

Anunciando a Ave Maria 

Em total quietude… 

Morena cor-de-canela, de olhos negros, que vive em Minas, 

E sonha com o mar… 

Desenho seu corpo sobre a madeira… 

Vejo seu rosto, morena, Menina donzela… 

Em teus braços quero repousar. 

Ao pôr-do-sol, os carros de boi, sobre as íngremes ladeiras, 

O relógio marca o tempo: 

Ding!… dong!… ding!… 

No alpendre de um velho sobrado número 09 

No bairro Santo Antônio, vejo tudo em total nostalgia. 

Nas alterosas tudo em silêncio, passam-se as horas, 

Tristes derradeiras… 

Na penumbra do meu quarto, pelas frestas das telhas, 

 Contemplo tudo, nos cobertores, 

Me aqueço… 

Sozinho a sonhar, sonho com as minhas “eternas paixões”, 

Mariana-Cidade-Mulher 

Orlando Nogueira (O Poeta Carvoeiro) Betim, 12 de setembro 2020

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