ALPENDRE

 

 

 Uma casinha branca em meio

O cerrado com galhos secos,

E retorcidos…

Marcas que não foram apagadas, recordações…

Cercada de taquara, enfeitada de buganvílias brancas e lilás,

Âmago, vida…

Um alpendre cercado por trepadeiras

No jardim arruda e fedegoso para

Para benzer de quebranto e mal olhados

Os males curavam…

 No fim da tarde vovô com barba branca

Atrás da orelha cigarro de palha meio pitado

Na sua velha cadeira de balanço

 Espreguiçava…

Com seu vestido de chita, um coque em seus cabelos

Brancos, em outra cadeira vovó tricotava…

Na sala uma musga bem baixinho na

Velha vitrola tocava…

A brisa da noite suavemente

Soprava…

Atrás das montanhas aparecia a lua desconfiada,

Do alpendre carneirinhos no céu,

 Eu contava…

Hoje, d’aquele alpendre olhando

A lua eu recordava…

D’aquele tempo de infância

Que o tempo levou sem avisar…

 Orlando Nogueira (O Poeta Carvoeiro)

Betim, o3 de novembro de 2020

 

 

 

 

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