LAMPARINA

Chama que crepita,

Na escuridão.

Arde a terra em chama, clama – se a mão,

 Eleva – se a luz…

Cheiro de querosene, parede esfumaçada, brilho

No olhar que reluz…

cinzas e fuligens, voam pelo chão…

Luz de lamparina pavio de algodão…

No banco tosco,  um homem de barba branca, conta,

Causos de assombração…

O tempo cochila, na falsa  liberdade,

De noites traiçoeiras…

Saudade – luz que transborda, saudade dentro da gente,

Da alma, ensombrada e viúva…

Apaga – se a luz, perde – se toda altivez

Vertigens dão…

Apenas réstias de muitas vidas, sigo o sábio destino,

vagas lembranças, de cheiro de fumaça no imaginário,

Entrando pelas, narinas,  daquela tênue luz

De lamparina….

Orlando Nogueira( O Poeta Carvoeiro)

 Betim, 01/02/2021

 

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