RIO JEQUITAÍ

Cachoeira, de águas cristalinas,

Que por entre as pedras,

-Se descortina…

Na tuas margens, outrora diamantes tão cobiçado

pelos coronéis, com seus capangas e carabinas

-Explorados…

Na bateia sob os olhares de cobiça, lavado

No céu, voam as aves de rapina…

Contendas, ódio sem fim, que em morte,

-Culmina…

Nos troncos e senzalas geme o escravo, nas mãos rudes

De feitores sovinas…

-Agonia…

Velhos sonhos, por muitos sonhados,

-Nostalgia…

Hoje em tuas margens,

-Calmaria….

Cântaro de luz da natureza…

-Ódios esquecidos…

Na tuas águas, nadam cardumes de lambaris,

E as matreiras corvinas…

Água cristalina, divina pureza…

-Doce melodia...

Por entre as montanhas,

Vagueia no horizonte tão rubente, riscando o cerrado,

Cintilando o azul no do céu, o sol poente na hora

-Vespertina..

Na igreja da cidade toca o Sino

-Ave – Maria…

-Salutar é nossa alegria…

Chia o vento, cai a noite escura,

-E fria…

Corre as águas lenta e calma,

-Suave – travessia.

Todos dormem e sonham novos sonhos,

Um arco – íris de cores cintilantes,

-Em harmonia…

Orlando ( O Poeta Carvoeiro)

Betim, 04 de março de 2021

3 comentários

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s