EQUINÓCIO DE OUTONO

 

Equinócio, de outono, ponto de libra,

-Dia e noite iguais…

-Chega o fim do verão

Outono, vida nova,

-Nova estação…

No pátio em ruínas vargens Silvestres,

-Da terra fértil a colheita..

Os paióis fartos de espigas e sacos

-De grãos…

Grãos triturados nos moinhos,

-E nos pilões…

Os gemidos do carro de bois, soam como música,

-Aos meus ouvidos…

No engenho a cana moída escorre para os tachos,

– Rapaduras, açúcar mascavo,

– Doce melado…

Os veados correm pelos os outeiros,

 Na paisagem brilha a luz no horizonte,

-Eclipse de emoções…

O vento leva as folhas, que caem

– Pelo chão…

Na terra continua nossa árdua jornada,

Seguimos os caminhos na esperança

Que germine nova semente, novo grão de vida,

Em um nascer de cada dia, e o morrer de cada noite,

Na esfera celeste,

-Do coração…

 

Orlando Nogueira (O Poeta Carvoeiro)

Belo Horizonte, 03/04/2021

 

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